Como é o formulário de vaga da Greenhouse

Nos últimos 30 dias, 8.613 anúncios de 147 empresas colocaram a candidatura no Greenhouse — Stripe, GitLab, Airbnb, Mozilla e uma fila longa atrás deles. Depois do site da própria empresa, é o formulário que você mais vai encontrar. Isto é campo por campo, a partir de uma cópia do formulário do Stripe capturada em 29 de agosto de 2026.

O botão do topo que você deve ignorar

Acima do primeiro campo tem um “Autofill my application”. Ele leva para uma tela de login do Greenhouse, e você não precisa de conta no Greenhouse para se candidatar. A gente sabe o preço desse botão: em 29 de agosto, uma rodada nossa clicou nele com o formulário do Stripe já preenchido, abriu uma aba de login e terminou reclamando de um campo de e-mail vazio que era de outro site. Passe direto.

Os campos, na ordem em que aparecem

First Name (nome)obrigatório
Last Name (sobrenome)obrigatório
Emailobrigatório
Phonenão é obrigatório, e fica ao lado de 244 códigos de país
Countryobrigatório — o nome do país, nunca “Brazil +55”
Resume/CVtrês jeitos de anexar, veja abaixo
Education — Schoolobrigatório, é uma busca num catálogo
Education — Degreeobrigatório, lista curta e fixa
“Add another”uma segunda, terceira, quarta escola
As perguntas da própria empresaquantas ela quiser
Submit applicationum botão, no fim

Estrela quer dizer obrigatório, e o campo que faltou aparece marcado com “This field is required.” embaixo. A exceção é o currículo: ele é anunciado como “Resume/CV is required.” lá em cima, longe do campo de que está falando.

O currículo tem três botões, e um deles é armadilha

O bloco oferece Attach, Dropbox e Enter manually, e aceita pdf, doc, docx, txt e rtf. O “Enter manually” abre uma caixa de texto, e o que ficar lá dentro vira o seu currículo. Já pegamos o nosso próprio código digitando o nome de uma faculdade nessa caixa com o PDF de verdade já anexado. Use o Attach e confira se o nome do arquivo apareceu.

Onde todo mundo trava: escola e curso

  • School é uma busca no catálogo do próprio Greenhouse, não um campo de texto. Se a sua faculdade não está lá, digitar de novo não resolve. Cronometrado em 29 de agosto: “Centro Universitário FIEO” não devolveu nada depois de 6,5 segundos; “Centro” devolveu uma opção só, um centro de pesquisa mexicano.
  • A lista é lenta e engana quando está vazia. As primeiras opções aparecem meio segundo depois que você para de digitar, porque cada tecla consulta um índice remoto; sem nada digitado ela mostra 60 nomes, todos começando com A. Existe um “Other”, só em inglês — “Outra” e “Otro” não devolvem nada.
  • Degree é uma lista curta e fixa de níveis. “B.S. Computer Engineering” é recusado: escolha o nível e ponha o nome do curso em outro lugar.

As perguntas que a empresa escreve

Abaixo dos campos padrão, cada empresa acrescenta os seus. A do Stripe pedia consentimento para gravar e transcrever as entrevistas com uma ferramenta de terceiros, e perguntava em quais países você pode trabalhar — trinta caixinhas, todas obrigatórias. Três merecem aviso:

  • “How did you hear about this job?” só registra a resposta quando você clica na opção da lista. Enter não faz nada, e o campo fica vazio parecendo preenchido.
  • A autorização de trabalho é uma lista suspensa, não um par de bolinhas — fácil de passar batido, e é o único campo onde a resposta errada é mentira, não erro de digitação.
  • A declaração de veracidade é um campo de texto: “Please type your name to electronically sign this document.” Não tem caixinha para marcar — você digita o seu nome.

As perguntas que ninguém é obrigado a responder

O bloco de perguntas pessoais chega quase igual em toda empresa: gênero, raça ou etnia, hispânico ou latino, LGBTQ+, faixa de idade, situação militar, situação de deficiência. Todas têm uma opção de não responder — “I don't wish to answer” ou “Decline To Self Identify” — e recusar não custa nada. A gente não responde nenhuma por ninguém: uma recusa já preenchida continua sendo uma decisão que outra pessoa tomou.

Depois do Enviar: o código de 8 letras

Se o Greenhouse já viu o seu endereço antes, o envio não passa. Aparece um bloco chamado “Security code” com oito quadradinhos de uma letra — seis no GitLab — e chega um e-mail com o código. Medido em dez envios no dia 21 de agosto: ele é mandado na primeira vez que aquele endereço envia algo e depois é reaproveitado, então um deles chegou quatro minutos antes do envio que precisava dele. Enquanto esses quadradinhos estiverem vazios, nada foi enviado.

E se um link do Greenhouse abrir uma lista de vagas em vez de um formulário, a vaga já saiu do ar — dois de vinte parados na nossa fila já tinham sumido. Tudo isso é resolvido antes de um formulário sair em seu nome, e é nisso que a maior parte do nosso trabalho vai. Quanto custa está em Planos e preços: uma candidatura por dia no grátis, até dez por dia no Pro, quando houver vaga que valha. O resto está nas Perguntas frequentes.

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Cole um link do Greenhouse e veja acontecer: crie sua conta e a candidatura volta preenchida, com foto do envio.